Mãe acusada de matar a filha de 1 ano e 10 meses é encontrada morta em presídio de SP

Acusada de matar a filha Ísis Helena, de 1 ano e 10 meses, Jennifer Natalia Pedro, de 22 anos, foi encontrada morta dentro da cela onde ficava sozinha, na Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, conhecida como P1 de Tremembé (SP), nesta segunda-feira, dia 22. A mulher estava detida desde o fim de abril de 2020, quando assumiu que assassinou e ocultou o cadáver da bebê em Mogi Guaçu, no interior de SP.

Jennifer foi encontrada pelos agentes do presídio com um lençol em volta do pescoço. Procurada pelo EXTRA, a Secretária de Administração Penitenciária de SP (SAP-SP) informou que o caso foi registrado na Delegacia Seccional de Taubaté como suicídio consumado e, segundo a Secretaria de Segurança Pública, encaminhado à Delegacia de Tremembé, que apura as circunstâncias dos fatos. A SAP também abriu procedimento para apurar os fatos.

“A presa chegou a receber procedimentos de ressuscitação pela enfermeira da unidade, foi conduzida ao Pronto Socorro Municipal da cidade, porém, não resistiu e faleceu no local”, afirmou a pasta. “A direção da penitenciária adotou todos os procedimentos administrativos de praxe e comunicou a família, sendo oferecido o apoio necessário”.

A acusada estava na P1 de Tremembé desde abril de 2020, mesmo local onde se encontram Suzane von Richthofen, acusada de mandar matar os pais Manfred e Marisia von Richthofen, em 2002, e Elize Matsunaga, que assassinou o marido, o presidente da empresa Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, em 2012.

Jennifer foi presa no dia 17 de abril de 2020, mas só assumiu a culpa três dias depois. Ela foi indiciada por homicídio doloso, quando há intenção de matar, e por ocultação de cadáver. O caso gerou uma comoção nacional após a pequena Ísis desaparecer no dia 2 de março de 2020. Ela iria a júri popular ainda neste ano.

Antes de a menina morrer, a mãe havia sido denunciada ao Conselho Tutelar por maus-tratos contra a criança, em Itapira (SP). Jennifer Natalia denunciou o desaparecimento da filha, mas caiu em contradições em todos os depoimentos até finalmente assumir a culpa. Para ajudar a localizar o corpo, a acusada ainda desenhou o local onde teria jogado a menina, no Rio do Peixe, no bairro rural de Duas Pontes.

Após negar o crime e entrar em contradição, a mulher acabou assumindo a culpa. Após matar a filha, a mulher colocou o corpo da menina em uma mochila e jogou em um rio. Na época, ela Jennifer disse que a criança estava com febre, foi medicada e acabou se asfixiando com o leite de uma mamadeira.

Ainda segundo a sua versão, a mulher afirmou que só se deu conta da morte da filha na manhã do dia 3 de março e que, por medo de represália, resolveu sumir com o corpo da criança. A menina foi encontrada apenas no dia 29 de abril, às margens da entrada do rio. G1

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