Como está Ruan, o “ladrão vacilão” hoje

O rapaz que teve seu rosto marcado com “sou ladrão e vacilão” foi preso após furto em 2019, desde então, ele já fugiu e até assumiu posse de facas artesanais dentro da prisão. Ruan tem sua idade mental inferior a biológica e precisa de um acompanhamento especial. Ele também passou por sessões para remoção da tatuagem na clínica de reabilitação.

Quase quatro após ter a sua testa tatuada com os dizeres “sou ladrão e vacilão”, Ruan Rocha da Silva, 21 anos, ainda não conseguiu encontrar uma vida que não envolva problemas com a justiça, antes ele era a vítima, agora ele é o réu. E atualmente ele se encontra preso e arrumando confusões no sistema prisional. Uma delas, após ter sido ameaçado por conhecidos dos seus algozes.

Pelo último boletim prisional, emitido há cerca de um ano, ele foi classificado como preso de má conduta, o Poder Judiciário pediu um novo parecer a Secretaria da Administração Penitenciária, para saber se ele pode retornar para o regime semiaberto, de onde ele já havia fugido no final de 2019. Como o jovem é pobre, ele é atendido pela Defensoria Pública, que está em busca da sua progressão de pena, após ter sido condenado por furto em uma unidade de saúde.

A história de Ruan Rocha da Silva viralizou no início de junho de 2017, quando a foto da sua testa tatuada, ainda com resquícios de sangue devido a brutalidade do ato durante a sessão de tortura, tomou a internet e chocou parte da população, mas outra parte partiu para o deboche, usando a imagem como meme. Dias após, dois homens foram presos pelo crime, o tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis e o pedreiro Ronildo Moreira de Araújo.

Como justificativa, pelo ato cometido, eles sustentaram que a ação ocorreu após pensarem que Ruan fosse furtar a bicicleta de um deficiente físico. Desde então, Ruan que é dependente químico, foi acolhido em uma clínica de reabilitação, além de passar por várias sessões para a remoção da tatuagem.

Tudo isso através de doações de grandes empresários que ao ver na época, um rapaz franzino, com uma marca permanente na testa que o estigmatizava e sem nenhum amparo familiar, se sensibilizaram e se uniram em prol de ajudar Ruan, a se recuperar e poder até ser reintegrado a sociedade. com https://noticiarelevante.com

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