Incêndio de grandes proporções atinge galpão da Cinemateca em São Paulo

Um incêndio de grandes proporções atinge prédio da Cinemateca Brasileira na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, desde o final da tarde desta quinta-feira (29/7).

No momento, 17 viaturas dos bombeiros estão no local e tentam controlar o fogo. Segundo a corporação, não havia pessoas dentro do galpão no momento em que o fogo teve início e não há registro de vítimas. De acordo com a Folha de S.Paulo, informações preliminares indicam que as chamas começaram após curto-circuito no ar-condicionado.

O prédio que está em chamas não é a sede principal da Cinemateca, é um imóvel destinado a reservas específicas de guarda de acervos, áreas de processamento de acervos fílmicos e documentais, laboratório de impressão fotográfica digital, bem como demais instalações administrativas, de apoio e serviços.

Tragédia anunciada

Em abril deste ano, trabalhadores da Cinemateca divulgaram uma carta na qual denunciaram abandono e má-gestão, além do risco iminente de incêndio. “A possibilidade de autocombustão das películas em nitrato de celulose, e o consequente risco de incêndio frequentemente recebem mais atenção da mídia e do público. A instituição enfrentou quatro incêndios em seus 74 anos, sendo o último em 2016, com a destruição de cerca de 500 obras”, diz.

“A situação do acervo em acetato de celulose também é crítica. O conjunto está estimado em torno de 240 mil rolos, e corresponde à maior parte do acervo audiovisual da Cinemateca Brasileira. Tal acervo demanda temperatura e umidade constantes e, na falta de tais condições, sofre aceleração drástica de seu processo de deterioração. O acompanhamento técnico e as demais ações de preservação, inclusive processamento em laboratório, também são vitais”, continua o manifesto.

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