Inflação ‘massacra’ trabalhador brasileiro e já passa de dois dígitos no Brasil

Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada chegou a 8,99% no mês de julho, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, em quatro capitais ela já ultrapassou os dois dígitos. Em Curitiba, a prévia de agosto chega a 11,43%, em Fortaleza, chega a 11,37. Já em Goiânia, a inflação chegou a 10,67% e Porto Alegre atingiu 10,37%.

Para o economista e professor Fernando Galvão, o alto preço do dólar é um dos fatores determinantes para o aumento da inflação. “Há algum tempo, o Brasil vem operando com o dólar acima de R$ 5,00 e tudo que é produzido aqui, mas tem algum componente importado, fica muito caro, pois o valor é determinado pelo preço do dólar”, explica.

O economista cita o preço alto do combustível. “O Brasil extrai e exporta petróleo bruto e compra o petróleo refinado cotado pelo valor dólar”, diz Fernando Galvão, declarando que a alta no preço do combustível influencia no valor do gás de cozinha e atinge o preço dos alimentos, de transporte. 

Produtos importados

O economista diz que a alta do dólar encarece a venda de equipamentos, máquinas, eletroeletrônicos e tudo que depende de produtos importados.

Fernando Galvão explica também que com a alta do dólar, o agronegócio brasileiro que tem forte impacto na balança comercial é mais focado para exportação. “O empresário do agronegócio produz para exportação em grande volume, pois vende em dólar”, diz, explicando que o mercado interno fica com menor quantidade, o que acaba no aumento da demanda e do preço. “Para o agronegócio, o ganho com as exportações é muito maior que o mercado interno”, diz.

Segundo Fernando Galvão, infelizmente, no Brasil, o nível da renda é muito baixo. “A inflação consome o poder de compra das famílias, de forma que em cada ida ao supermercado, cai a quantidade de itens comprados”, diz o economista.

Brasileiro sente os efeitos da disparada dos preços nos supermercados (Divulgação)

Medidas para amenizar efeitos

Para amenizar os efeitos da inflação, Fernando ensina que as pessoas devem ser mais colaborativas no compartilhamento de informações a respeito de promoções. “Devemos trocar informações sobre produtos mais baratos, fazer compras conjuntas para adquirir produtos em maior quantidade por menor preço”, explica.

Fernando Galvão disse que além da alta de preços, a expectativa para o Brasil não é boa. “Temos um governo que alimenta crise institucional que aumenta a insegurança. Está difícil prever alguma melhora na economia brasileira”, diz, enfatizando que a incerteza política piora tudo que já está muito ruim. com https://www.meionorte.com/

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