O que é vitiligo? A doença de pele da participante Natália, do BBB22

A participante do BBB 22, Natália Deodato, trouxe novamente a discussão para o vitiligo. A doença já foi debatida outras vezes, principalmente porque o eterno rei do pop Michael Jackson a tinha.

Os especialistas explicam que o vitiligo é uma doença caracterizada pelo surgimento de manchas brancas na pele. Isso devido à diminuição de melanócitos, célula responsável por produzir melanina, em determinados locais do corpo.

Na maioria das pessoas, o vitiligo é imune, sendo assim, pode estabilizar o avanço da doença e pigmentar as manchas. No entanto, tendo em consideração que podem aparecer manchas novas, os especialistas apontam que a doença possui tratamento, mas que não tem cura.

O dermatologista Juliano Peruzzo, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia no Rio Grande do Sul, afirma que a medicina ainda não conseguiu explicar o que pode desencadear o surgimento das manchas. As hipóteses mais aceitas dão a ligação com doenças autoimunes, genética (considerando que 30% dos pacientes possuem algum parente com vitiligo) e questões emocionais.

É fundamental que a pessoa que apresente as manchas procure um dermatologista para fazer o tratamento adequado, assim como fazer exames para identificar o que pode ter feito surgir as manchas.

No caso de Natália do BBB, a sister disse que questões emocionais teriam desenvolvido manchas nela.

“Eu fiz muitos exames para saber se meu sangue tinha problema. Genético não tinha como, porque, até a quarta geração, só teve um caso bem distante. O meu era realmente emocional. As minhas manchinhas aumentavam muito. Em questão de uma semana eu fiquei totalmente pintadinha. Um dia eu acordei com mancha no joelho, nuca e rosto. Eu estava muito estressada na época, com muitas mudanças”, disse Natália para os colegas de elenco.

Tratamento do vitiligo

O vitiligo não apresenta riscos à saúde física do paciente e não é uma doença contagiosa. No entanto, a saúde mental pode ser afetada, visto que as mudanças no corpo podem criar dificuldades de aceitação e diminuir a autoestima.

“Assim como muitas doenças dermatológicas, o vitiligo gera muito estigma. O paciente, muitas vezes, faz todo o esforço de tratamento pela questão psicológica. Isso piora muito a qualidade de vida, muitas vezes gera quadros de depressão, mas eu acho que a gente está vivendo um momento de muito mais aceitação. O caso dessa modelo que está no Big Brother mostrando isso é um fator muito bom para o paciente que tem essa tendência dermatológica se aceitar mais. Mas, muitas vezes, a gente precisa orientar o paciente a fazer um acompanhamento psicológico simultaneamente”, resume Peruzzo.

O vitiligo pode ser classificado como segmentar, unilateral ou não segmentar e bilateral. A segmentar e unilateral é quando as manchas surgem em uma parte específica do corpo, na maior parte dos casos durante a juventude. Já a não segmentar e bilateral é quando as lesões aparecem nos dois lados do corpo, surgindo principalmente nas extremidades das mãos, pés e rosto. O segundo possui ciclos em que aumenta a despigmentação e outros de estagnação, ocorrendo durante toda a vida da pessoa.

Apesar de não existir cura, os tratamentos atuais apresentam bons resultados, tanto para parar a evolução das manchas quanto na parte de repigmentação. O tratamento deve ser acompanhado de um dermatologista.

“O paciente tem que ter cuidado com o sol, porque a pele do vitiligo não tem a proteção dos melanócitos. O tratamento pode ser feito com medicações tópicas, coisas de passar pontualmente, pode ser feito com medicamentos via oral, dependendo da condição e da extensão e também pode ser realizado fototerapia, com aplicação de radiação ultravioleta. Ainda existem alguns tipos de procedimentos cirúrgicos reservados para o vitiligo.”

Para evitar a evolução das lesões pode ser evitado o uso de roupas apertadas, diminuindo o atrito das roupas com a pele, assim como se proteger do sol e tentar controlar o estresse.

Fonte: Uol, GZB

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